O que você precisa saber dos riscos de venenos e inibidores, atuando sensores dos detectores de gases.

Fonte/créditos como base do material para o artigo, à Ryan Thompson-ISC

Os sensores dentro do seu detector de gases, usados para segurança pessoal, são projetados para serem expostos a gases tóxicos, corrosivos e explosivos, mas isso não significa que sejam infalíveis!

– Assustaram?

Produtos químicos, vapores de produtos de limpeza e lubrificantes comuns, e outros produtos químicos especializados, podem atuar como venenos ou inibidores de sensores para diferentes tipos de sensores.

– Vocês sabiam?

Um exemplo, é o sensor de LEL catalítico, já que é um dos mais suscetíveis a venenos e inibidores.

Os sensores de LEL de esferas catalíticas, são usados em muitas aplicações, portanto, saber o que pode atuar como veneno ou inibidor pode ser a diferença entre um monitor que funcione plenamente, e um que pode não alertá-lo da presença de um gás combustível.

riscos de falhas no sensor dos detectores de gases em contato com venenos e inibidores

A maneira como os sensores LEL de esferas catalíticas detectam gás é um dos principais motivos pelos quais eles são tão suscetíveis a venenos e inibidores. Quando um gás entra em contato com o cordão dentro de um sensor catalítico, ele queima, e detecta uma mudança de temperatura. Essa mudança de temperatura é então traduzida na leitura que você vê na tela do seu monitor de gás. Quando venenos e inibidores entram em contato com esse cordão, eles podem impedir que o gás queime, ou pode queimar tanto, quanto teria, o que pode influenciar a leitura no monitor de gás.

– O que são venenos para os sensores?

As substâncias tóxicas dos sensores são substâncias que aderem a um sensor catalítico de esferas e causam danos permanentes que impedem seu funcionamento adequado. Alguns dos venenos mais comuns são produtos à base de silicone (que podem incluir itens comuns como loções e produtos para o cabelo), lubrificantes, aditivos gasosos, chumbo e compostos de enxofre. Se algum desses venenos entrar em contato com o cordão catalítico aquecido, eles derreterão instantaneamente e aderirão à superfície. Como esse sensor agora possui uma camada de veneno derretido ao seu redor, ele não é mais capaz de queimar e, portanto, detecta qualquer risco de gás combustível. Uma vez que esses venenos encapsulam o cordão catalítico, não há como removê-los e o sensor deve ser substituído.

– Como podemos saber se um sensor está envenenado?

É importante calibrar e testar (Bump Test – https://acessopercon.com.br/percon/teste-de-verificacao/) regularmente os detectores de gás para determinar se os sensores estão funcionando corretamente. Se você não testar regularmente ou calibrar seus detectores de gases, poderá se encontrar em uma situação perigosa! Você pode entrar em um ambiente com gases combustíveis, mas não vê nenhuma leitura no seu detector de gases, porque o cordão foi envenenado.

Se houver alguma chance de o sensor LEL ter sido envenenado, calibre-o imediatamente para garantir que esteja funcionando corretamente! Se o sensor puder ler o gás de calibração, e permitir as ações técnicas especializadas, além de fornecer uma leitura com uma incerteza dentro das especificações, ele poderá detectar o gás no campo. Mas se o sensor estiver envenenado, ele não conseguirá passar nos procedimentos de calibração da IEC/ISO 17025. Laboratórios pertencentes a Rede Brasileira de Calibração (RBC), como o Laboratório PerCon, são constantemente auditados pela CGCRE do INMETRO (https://acessopercon.com.br/percon/calibracao3/), e estão capacitados tecnicamente para realização dos procedimentos adequados!

– O que são inibidores de sensor?

Os inibidores, embora não sejam tão destrutivos quanto os venenos, ainda têm um efeito negativo no sensor. Os inibidores podem dessensibilizar o cordão e reduzir sua vida útil, mas após uma calibração adequada, o sensor ainda pode ser utilizado. Alguns dos inibidores mais comuns são compostos halogenados, além de qualquer coisa que contenha astatina, bromo, flúor, cloro e iodo. Se gases e inibidores combustíveis estiverem presentes ao mesmo tempo, o sensor catalítico de esferas pode não detectar o gás combustível.

– O que devemos fazer se um sensor foi exposto a inibidores?

Se um instrumento foi exposto a algum inibidor, calibre-o para garantir que o instrumento ainda esteja funcionando. Quando o cordão catalítico queima o gás do cilindro de calibração, ele também queima um pouco do material inibidor que pode ter sido anexado. Se o cordão for dessensibilizado repetidamente por inibidores ou entrar em contato com uma grande quantidade, ele poderá não se recuperar, resultando em uma falha na calibração.

Em alguns casos, pode ser óbvio que o sensor foi exposto a um veneno ou inibidor – mas nem sempre é possível identificar facilmente. Muitos lubrificantes ou produtos à base de silicone vêm em forma de spray e podem ricochetear na superfície em que são aplicados. Se você estiver por perto com um detector de gás, esses produtos podem entrar em contato facilmente com seu detector de gás pessoal. Muitos desses produtos também levam algum tempo para secar e liberar produtos químicos e vapores no processo. Você também deve considerar o armazenamento. O fato de um veneno ou inibidor não ter sido aplicado diretamente ao instrumento não significa que ele não tenha sido exposto a algo enquanto estiver em uma caixa de ferramentas, armário de armazenamento ou em qualquer outro local em que o equipamento de detecção de gás possa ser armazenado.
Os venenos e inibidores mais comuns estão listados aqui, mas existem mais. Sua melhor aposta é começar todos os dias com um teste de resposta, além de e calibrar seu detector de gases periodicamente em um laboratório sério, e capacitado, além de antecipar calibrações, caso desconfie que seu detector entrou em contato com um potencial veneno ou inibidor, ou não está respondendo adequadamente aos testes de respostas (bump test).

– Dicas:

Os sensores LEL de esferas catalíticas, normalmente mais econômicos, são particularmente suscetíveis a venenos e inibidores, mas outros são menos. Os sensores infravermelhos (IR) não são influenciados por venenos ou inibidores; portanto, em alguns casos, a mudança para um sensor de infravermelho pode simplificar sua detecção de gás. Os sensores infravermelhos de hidrocarbonetos (HC IR) podem detectar uma ampla gama de hidrocarbonetos e podem ser usados ​​em atmosferas inertes, ao contrário dos sensores LEL de esferas catalíticas. Os sensores de infravermelho do HC são frequentemente usados onde partículas de silicone são comuns (petróleo e gás), refino químico e qualquer aplicação com baixos níveis de oxigênio. Consulte-nos sobre estas opções através do contato: FALE CONOSCO!

– Recomendamos leitura e vídeo do canal PerCon:
https://acessopercon.com.br/percon/deteccao-de-gases-e-os-tipos-de-sensores/
https://acessopercon.com.br/percon/funcionamento-de-detectores-de-gases/
Canal PerCon no YouTube (Treinamento em detectores de gases)